Desde 2012, setor gerou mais de 160 mil postos de trabalho. Procura por profissionalização cresceu 50% entre janeiro e julho

O setor de energia solar gerou 40 mil postos de trabalho no primeiro semestre do ano, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Apesar da pandemia, o setor apresentou crescimento de 45% em número de instalações, no mesmo período. Desde 2012, o mercado de geração fotovoltaica gerou 162 mil empregos, de acordo com a associação. 

Com a alta demanda por profissionais qualificados, também cresceu a procura por cursos na área. Segundo um levantamento da Elektsolar, empresa especializada em treinamentos, a busca por especializações aumentou 50% entre janeiro e julho deste ano. “Os brasileiros têm encontrado no mercado fotovoltaico uma possibilidade de mudar de ramo”, afirma Gabriel Guimarães, diretor de educação da companhia.

O mercado de energia solar é formado, principalmente, por pequenas e médias companhias. São mais de 14 mil prestadores de serviço nesta área. Em sua maioria, os empregos gerados pelo setor são para a instalação de painéis solares em residências. Para atuar na área, não é necessário curso superior, apenas profissionalizantes.

A remuneração média dos profissionais de energia solar supera 2 salários mínimos, o equivalente a 2.090 reais. Ao todo, já foram investidos mais de 15 bilhões de reais em sistemas de geração fotovoltaica no País. Atualmente, existem 255 mil sistemas instalados, número que triplicou nos últimos 12 meses. 

Projetos residenciais respondem por sete em cada dez instalações de painéis solares no país. Em termos de potência instalada, no entanto, as empresas de comércio e serviços estão na frente, com 39,5% da capacidade total.

Economia na conta
A possibilidade de economizar na conta de luz é o principal atrativo dos sistemas fotovoltaicos. Segundo Bárbara Rubim, CEO da consultoria Bright Strategies, em tempos de pandemia, a energia solar ganhou um novo aspecto econômico ao atuar como redutor de gastos fixos de comércios e outros estabelecimentos. “Um ponto de destaque é a maior previsibilidade que o consumidor adquire quando decide migrar para a geração solar, pois passa a ficar blindado dos impactos das políticas tarifárias”, afirma Rubim.

Essa economia pode chegar a 95%, dependendo da região onde o sistema foi instalado e dos hábitos de consumo. Os equipamentos, no entanto, não são baratos. Um sistema residencial, com capacidade de 2 kWp (unidade que define a potência máxima de um painel fotovoltaico), sai por volta de 14.000 reais. 


 

FONTE: Exame

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