Expansão da GD no Brasil representará investimentos de US$ 23,2 bilhões até 2031

Estimativa, elaborada pelo Fórum Econômico Mundial, Banco Inter-Americano de Desenvolvimento e EPE, é baseada no cenário de referência do PDE 2031

A expansão da capacidade instalada da micro e minigeração distribuída no Brasil prevista pelo Plano Decenal de Energia (PDE 2031) representará investimentos de US$ 23,2 bilhões nos próximos dez anos, mostra estudo elaborado em parceria pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Fórum Econômico Mundial (WEF) e o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (BID).

Conforme o cenário referência do PDE, divulgado em abril, a modalidade chegará a 37 GW de potência até 2031. Atualmente, o mercado totaliza quase 12 GW, sendo 11,7 GW em geração solar fotovoltaica.

O relatório aponta que existem mais de 10 mil companhias atuando na cadeia de valor da geração distribuída e mais de 5 mil entes públicos, entre estados e municípios, que podem estruturar parcerias público-privada para projetos do tipo no Brasil.

O estudo alerta que, embora o mercado brasileiro seja atrativo do ponto de vista financeiro, alguns obstáculos ainda existem para uma adoção mais ampla da tecnologia por toda a sociedade.

O diagnóstico é que setor se beneficiaria de uma maior padronização de melhores práticas. “Melhorar a confiança e a familiaridade dos investidores com essas práticas nos diversos tipos de projetos é imperativo para materializar capital nesse setor”, indica o documento.

A avaliação é de que a popularização das melhores práticas em todos os estágios reduziria custos transacionais para os agentes financiadores e, ao mesmo tempo, melhoria as condições para desenvolvedores e compradores.

Por fim, o estudo destaca que a aprovação do marco legal da geração distribuída, por meio da Lei 14.300, tornará investimentos em diversos modelos de negócios mais viáveis e atrativos.

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